Nova pesquisa sugere que muçulmanos em todo o mundo apóiam leis "islâmicas" mais rígidas


Em primeiro lugar, gostaria de dizer que os resultados desta pesquisa parecem bastante desconectados da realidade.

Conforme escrito no LA Times:

De acordo com a pesquisa, as maiorias no Paquistão, Egito, Jordânia e Nigéria seriam a favor de mudar as leis atuais para permitir o apedrejamento como punição por adultério, amputação de mãos por roubo e morte para aqueles que se converterem do Islã a outra religião. Cerca de 85% dos muçulmanos paquistaneses disseram que apoiariam uma lei que segregaria homens e mulheres no local de trabalho.

A pesquisa também sugere que muitos muçulmanos acham que o Islã deve desempenhar um papel mais importante na política, mas ainda assim grupos como Hamas e Hezbollah não têm amplo apoio.

Acho os números e "resultados" desta pesquisa perturbadores, não por causa do que a pesquisa alega ser verdade, mas por causa da amostra extremamente pequena de pessoas entrevistadas. Apenas 8.000 pessoas em 7 países com “grandes populações muçulmanas” foram entrevistadas (cara a cara), e só o Paquistão tem mais de 180 milhões de pessoas.

Ao contrário dos Estados Unidos, onde praticamente todas as famílias têm um telefone fixo e amostras representativas podem ser obtidas aleatoriamente ligando para os números residenciais das pessoas, tal equalizador não existe nos países onde esta pesquisa foi feita.

Digamos que eles entrevistaram 2.000 pessoas (de 180 milhões) no Paquistão - onde eles encontraram essas pessoas? Como é possível garantir uma amostra representativa sem saber as informações de histórico de cada participante, como educação, línguas faladas, casta, idade, ocupação e seita religiosa?

Tendo vivido no Paquistão por mais de três anos, conheci pessoas de quase todas as origens sociais, e nenhuma pessoa que eu conhecia apóia apedrejamento, amputação de mãos ou morte por apostasia. Provavelmente já conheci e falei sobre política (em inglês, urdu ou via tradução) com mais paquistaneses do que os entrevistados para esta pesquisa, e minha análise não científica é que 0% dessas pessoas apoiariam tal interpretação da lei islâmica.


Assista o vídeo: ÁRABES X MUÇULMANOS: ENTENDA A DIFERENÇA


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