O que a filosofia de Tyler Durden nos ensina sobre viagens


Foto de destaque de Hazel Motes.

Certas lições de viagem podem ser obtidas a partir da filosofia de Tyler Durden.

A maioria de nós viu o filme Clube de luta. Quando chegou aos cinemas em 1999 com um Brad Pitt incrivelmente esculpido e engenhosamente sitiado Ed Norton, o autor Chuck Palahniuk se viu com uma nova base de fãs gigantesca e fanática dedicada a Tyler Durden e sua filosofia.

Admitindo ideias anticonsumistas e uma recusa explosiva de aceitação passiva, Durden levou os outros personagens a um violento despertar e encorajou a participação vicária do público.

Seja saindo do teatro ou folheando a última página do livro, tanto os espectadores quanto os leitores ficaram com a mensagem temática pungente: "Esta é a sua vida e está terminando um minuto de cada vez."

Para os viajantes, essa mensagem tem sido o zumbido de pulsação subjacente ao fundo de cada voo, passagem, albergue e jornada.

Sutil, mas nunca esquecido, o impulso de tirar o máximo proveito da vida é o fio comum que une mochileiros, flashpackers, viajantes e aventureiros.

Dez anos depois, a filosofia de Tyler Durden ainda tem muito a nos ensinar sobre viagens:

“Só depois de perdermos tudo é que estamos livres para fazer qualquer coisa.”

Isso tem menos a ver com limpar nossas lousas de todas as realizações, relacionamentos ou produtos manufaturados, e mais com se livrar do apego obsessivo apoiado e alimentado pela cultura moderna de consumo e negócios.

Quando embarcamos naquele avião ou obtemos o carimbo do visto, somos instantaneamente lembrados de que somos seres fundamentalmente livres. Somos livres para ir aonde quisermos e fazer o que quisermos. Nossos pagamentos de carro não ditam nossas escolhas de vida.

Viajar nos mostra que somos livres para fazer qualquer coisa. Podemos pisar nas uvas na Itália, surfar na Costa Rica ou dançar o fogo na Tailândia. Só precisamos fazer essa escolha. A liberdade é inerente às viagens e imperativa no Fight Club.

“Você não é o seu trabalho. Você não é quanto dinheiro você tem no banco. Você não é a porra da sua calça cáqui. "

Na confusão de anúncios de televisão sedutores, comparações sociais competitivas e barômetros sociais arrogantes que nos dizem o quão longe devemos estar na vida, tendemos a perder nossas próprias identidades.

Medimos nossos sentimentos de autoestima pelo quão brilhante e novo é o plástico de nossa compra recente. Nós nos definimos pelas marcas que vestimos ou não. Permitimos que programas de computador automatizados classifiquem nossos gostos e desgostos para nós.

Viajar nos lembra quem somos e o que não somos. Não somos empregos, dinheiro, automóveis ou têxteis. E isso nunca fica mais claro do que quando descemos o rio em uma jangada de bambu em um dia ensolarado. Nunca estamos mais em contato com nossa identidade do que quando navegamos pelas ruas de uma nova cidade cujo idioma não entendemos, usando um mapa que não podemos ler.

Não podemos ser nada além de nós mesmos quando viajamos. E devemos sempre nos lembrar disso.

“As pessoas fazem isso todos os dias, falam consigo mesmas ... elas se veem como gostariam de ser, não têm a coragem que você tem para simplesmente seguir em frente.”

Viajar exige coragem e nos ensina coragem. Muitos têm medo de sair de suas zonas de conforto e ficar sem âncora no que é familiar.

Como viajantes, nossa bravura é continuamente desafiada. Seja empacotando todos os nossos pertences para nos mudarmos para outro país ou participando de uma sessão de mergulho do penhasco durante uma viagem de verão, viajar é implacavelmente pedir mais de nós e testar do que somos feitos.

Mas uma vez que estamos lá, voando sobre as fronteiras ou fora da beira do penhasco, as recompensas são imensas. Não nos vemos mais como gostaríamos de ser; estamos nos tornando as pessoas que gostaríamos de ser. E esse sentimento é incomparável.

“Eu digo nunca seja completo, eu digo pare de ser perfeito, eu digo ... vamos evoluir, deixe as fichas caírem onde puderem.”

Cada nova viagem gera uma nova compreensão. Vemos novas paisagens, conhecemos pessoas diferentes, reunimos novas experiências. Viajar nos ajuda a avançar em nossa evolução intelectual, psicológica e emocional.

Viajar nos lembra que a vida não é uma série de caixas a serem marcadas ou uma sucessão de movimentos necessários. Estamos vivos para estarmos vivos, aprendendo, crescendo e ao longo do caminho. Todo o resto são minúcias.

Pare de ser perfeito. É mais importante estar evoluído.

Tal como acontece com as viagens, Clube de luta nos avisa para nunca perder de vista o essencial. É fácil seguir um caminho guiado, mas é muito mais satisfatório abrir seu próprio caminho. Como viajantes, precisamos ter em mente esses motivos e nossos objetivos para viajar.

E lembre-se sempre: "Esta é a sua vida e está terminando um minuto de cada vez."

CONEXÃO COMUNITÁRIA:

Para uma lista de outros filmes que mudaram a vida dos viajantes, confira "The Red Pill: 10 Films Guaranteed to Blow Your Mind".


Assista o vídeo: Tyler Durdens Philosophy u0026 Worldview


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