5 pensadores (ocidentais) que compreenderam a viagem interior


A história da filosofia sempre me pareceu um grande guia para os viajantes.

Homer

Dentro de seus mistérios crípticos e as ponderações abstrusas residem no mesmo espírito voraz para viagens que existe em qualquer explorador experiente.

Esteja você olhando para dentro ou caminhando para fora, o objetivo é sempre psicológico: abrir sua mente e desafiar velhas formas de pensar.

O que se segue é uma lista de 5 grandes pensadores que fomentaram em mim uma curiosidade feroz sobre o mundo, uma alegria por novas experiências e os meios para esticar continuamente os limites pessoais; o espírito do viajante!

1. Homer

Qualquer lista como essa precisa começar com A Odisséia de Homero (como qualquer estudo de filosofia ocidental).

Nenhuma obra literária representa melhor como uma viagem épica pode ser uma metáfora poderosa para uma viagem interior. Se seus versos eloquentes não inspiram o desejo de viajar em você, nada o fará.

Cada vez que leio The Odyssey, sou tomado pelo desejo de que todas as minhas viagens sejam épicas e transformadoras. Se você o levar e ler com frequência, sua influência positiva também pode deixar seu próprio diário de viagem misteriosamente escrito em hexâmetro dáctilo.

Michel de Montaigne

2. Michel de Montaigne

Montaigne foi ocasionalmente aclamado como “o primeiro turista”. Claro, seu Travel Journal é um exemplo brilhante de porque ele é famoso por popularizar o ensaio como um gênero literário.

Portanto, Montaigne é mais do que apenas um grande pensador que entendeu a viagem interior; ele é um pensador que também inspirou a escrita de viagens interiores.

Se você está viajando pela Europa, pode estar interessado em suas várias reflexões sobre as diferenças regionais em todo o continente.

David Hume

3. David Hume

David Hume foi um filósofo escocês que teve grande influência sobre mim quando jovem. Ele era um empirista, o que significa que acreditava que, se o conhecimento vai vir de qualquer lugar, tem que vir do que seus sentidos lhe dizem sobre o mundo.

Mas o que tornou Hume único entre os empiristas de sua época foi seu ceticismo. Ele argumentou que nossa compreensão do mundo não é gerada pelo raciocínio, mas por um certo hábito da mente, ou mais pela praticidade de uma situação.

Basicamente, isso fez de Hume um anti-dogmático, e ele ensinou que devemos desafiar constantemente nossas próprias suposições.

Seu conselho ao viajante teria sido estar sempre aberto a novas experiências e não se sentir muito confortável dentro de uma perspectiva limitada.

Edmund Husserl

4. Edmund Husserl

Conhecido como o pai da fenomenologia, ninguém exemplifica melhor a noção de que a experiência é a fonte de todo o conhecimento do que Husserl.

Assim, para Husserl, compreender a viagem interior teria sido mais do que importante, mas fundamental.

A fenomenologia trata de identificar como as características dos objetos são percebidas, o que, como qualquer pessoa que passou por um choque cultural pode lhe dizer: é um processo profundo e comovente.

A escrita de Husserl pode parecer uma leitura pesada na estrada, mas se você puder analisá-la, existem poucas visões de mundo que declaram mais vividamente que todas as nossas jornadas externas começam e terminam de dentro.

Jean-Paul Sartre

5. Jean-Paul Sartre

Quando muitas pessoas pensam em existencialismo, imaginam parisienses vestidos de preto tomando café e fumando cigarros, questionando se suas vidas têm algum significado.

Mas ler Sartre vai curá-lo rapidamente desse equívoco.

Em vez disso, os princípios do pensamento de Sartre capacitam o indivíduo a forjar na forja de sua alma o significado de sua própria vida. O existencialista, como o viajante, é fundamentalmente obcecado em viver uma vida autêntica. E isso significa desafiar-se constantemente para fazer as coisas de maneira diferente.

Para Sartre, o indivíduo está fundamentalmente, metafisicamente aberto a novas experiências.

Para mim, nada exalta e capacita melhor a atitude do viajante do que a atitude existencial.

Que outros pensadores ocidentais personificam a viagem interior? Compartilhe sua opinião nos comentários!


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